quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Proteínas produzidas durante stress podem acelerar desenvolvimento do Alzheimer

Uma nova pesquisa publicada na revista Journal of Clinical Investigation mostra que a ação de uma proteína produzida durante momentos de stress contribui para acelerar o desencadeamento do Alzheimer. Segundo os pesquisadores da Universidade do Sul da Florida, a presença da proteína FKBP51 no cérebro pode atrapalhar seu funcionamento normal, danificando os neurônios da memória e ajudando no desenvolvimento da doença.
O cérebro humano possui uma proteína chamada Tau, que ajuda na formação e na estabilização dos neurônios. Após cumprir sua função, ela costuma ser facilmente expelida do cérebro. No entanto, às vezes pode tomar uma forma tóxica, que, por não ser solúvel, cria aglomerados no cérebro e podem dar início ao Alzheimer e á doenças neurodegenerativas. Por isso, existe uma outra proteína no cérebro humano – chamada Hsp90 – que ajuda a Tau a se desenvolver do modo correto, impedindo a atuação de suas formas tóxicas e mantendo a estrutura saudável das células nervosas.
Os pesquisadores analisaram a ação dessas proteínas em células cultivadas em laboratório, ratos geneticamente modificados e no tecido cerebral de humanos mortos, que haviam desenvolvido o Alzheimer. Assim, eles descobriram que a proteína FKBP51 – ligada geneticamente à depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos, e cuja produção é aumentada em momentos de stress e conforme a idade – pode se acoplar à Hsp90. Quando isso acontece, ela perde sua função original, impedindo a retirada do cérebro das proteínas Tau tóxicas.
 
Fonte: http://migre.me/g1KS5

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