quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Tecnologia demais pode levar a stress excessivo

Basta que a conexão com a internet dê problemas para que algumas pessoas entrem em parafuso! A necessidade de trocas de mensagens instantâneas e a informação rápida que veio na esteira da internet trouxeram um fator-extra para uma noção de tempo mais acelerada. Somado a isso, temos hoje o computador de mão. Uma maravilha da tecnologia que traz embutida a idéia de que estamos cada vez mais conectados com o mundo e, de quebra, mais e mais disponíveis.
Não que isso não seja bom, mas pode ter um lado negativo. Quebram-se os limites entre o físico e o virtual e as pessoas passam a estar disponíveis mesmo em seus momentos de lazer ou descanso. É como aquela pessoa que pratica sua atividade física com o celular ligado e atende ao telefone sem sequer conseguir respirar. Ou aquele que dorme com o aparelho ao lado para ser encontrado em qualquer lugar, independente da situação.
Neurose coletiva. Não, isso se chama tecnostress, ou o stress causado pelo excesso de tecnologia, e é apontado como um dos fatores mais estressantes atualmente. Fazem parte desta lista o excesso de trabalho, a carga horária muito extensa etc. Para muitos, até mesmo o simples ato de desligar o botão do aparelho é complicado. Ficam conectados o tempo todo para que possa enviar e receber emails a qualquer momento. E, se o  aparelho falha, é quase uma catástrofe causando, inclusive que algumas pessoas se descontrolem emocionalmente.
Se você se encaixa neste tipo de situação, fique atento! O tecnostress aumenta o nível de ansiedade e, com isso, as chances de ter problemas de saúde provocados por ele.
Parece simplista demais, mas funciona: antes de gerar uma onda de nervosismo interna, pense duas vezes se aquele e-mail precisa realmente ser respondido naquele instante. Decida se o telefone celular necessita ficar sempre ligado; até nos momentos de lazer, durante o almoço, ou a atividade física. Nós nos condicionamos tanto com a tecnologia sempre à mão que passamos a fazer tudo de maneira automática.
Reflita longe de todo seu aparato hightech. Afinal tecnologia demais não é sinônimo de produtividade a mais - pode até ser um sinal de escravidão!
 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Pais felizes, profissionais satisfeitos

Um pai que sai para tomar sorvete com o filho, que o acompanha ao cinema, que o ajuda a dar os primeiros passos e que se planeja para não levar trabalho para casa nos finais de semana e, assim, ter mais tempo com a família e, claro, com ele mesmo.
As situações citadas são cada vez mais comuns nos dias de hoje. Isso mostra que os homens estão, finalmente, buscando equilíbrio entre satisfação pessoal e profissional – nem só trabalho, nem só lazer. No entanto, ainda predomina um descompasso entre o desejo masculino e a realidade no dia a dia das empresas. Os profissionais ainda se deparam com a falta de flexibilidade nos horários de trabalho. Eles querem levar os filhos na escola, participar da educação deles...
Mas como encontrar apoio para isso dentro das corporações? Talvez, este seja o momento das empresas começarem a se alinhar a esta nova realidade. Quem ganha com isso? Todos: empresa e funcionário. É sabido que satisfação pessoal é um dos itens que tem mais influência nos níveis de stress. Quem sabe equalizar lazer, tempo com a família e os afazeres profissionais está menos suscetível às sequelas negativas do stress, ou seja, esse colaborador se torna mais pró-ativo, em todos os sentidos. E os filhos, com certeza, vão se beneficiar com a presença mais constante dos pais.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O peso dos valores pessoais

Você tem satisfação pessoal naquilo que faz, profissionalmente? A resposta, acredite, pode ser o ponto de partida para a prevenção do excesso de stress. Nem só de um alto salário ou de benefícios vive um profissional. Os valores da empresa e se sentir bem em relação ao trabalho que executa faz toda a diferença para sua saúde física e mental. A constatação não é apenas dos pesquisadores da ISMA-BR, mas também da maior especialista em burnout do mundo, a professora de psicologia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, Christina Maslach, PhD.
Burnout é um nível devastador de stress, que pode levar a depressão, além de causar uma exaustão total. Obviamente, quem sofre de burnout tem não apenas a vida profissional, mas também a pessoal seriamente afetada. Ela diz que as pessoas precisam se perguntar: “o que faço em meu trabalho satisfaz minha alma?”
Maslach cita o exemplo de uma mulher que atuava em uma empresa imobiliária que devastava áreas verdes para a construção de imóveis. Só que esta mulher tinha uma filosofia ecológica e de preservação ambiental muito arraigada. Então, por mais que o salário e as condições de trabalho fossem ótimas existia uma incompatibilidade ideológica entre aquilo em que ela acreditava e o que precisava fazer todos os dias. Aos poucos, isso foi minando suas resistências e ela apresentou problemas de saúde sérios. Era stress demais.
Este exemplo mostra que nossas crenças - aquilo em que acreditamos - são extremamente importantes para exercemos qualquer tipo de função. Excesso de trabalho, carga horária apertada e extensa, cobrança demais. Tudo isso importa, é claro, mas os valores pessoais e o da empresa contam e podem ter um peso enorme na atuação e, principalmente, na satisfação profissional de cada um.
Respeitar aquilo em que se acredita não é idealismo - no mercado atual, é autopreservação. E isso segue o antigo conceito pregado pelos orientais de que somos seres holísticos, não compartimentados. Enfim, a prevenção também passa por identificar e respeitar a filosofia corporativa e fazer com que cada colaborador se sinta à vontade com isso. Nesta esteira entram, ainda, investimentos em programas de responsabilidade social,  reconhecimento do trabalho que cada um exerce, feedback que os membros de uma equipe recebem. É uma rede, uma corrente corporativa do bem.
 
 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Como eu meço meu estresse?

Existem três maneiras. E, segundo a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente do International Stress Management Association no Brasil, o ideal é recorrer a pelo menos duas delas. A primeira é um questionário em que o indivíduo responde a perguntas sobre eventos estressantes e como ele os encara. A segunda é medir reações fisiológicas aos momentos de tensão, como pressão arterial e batimentos cardíacos. E a terceira depende de testes laboratoriais, como os que dosam as taxas de cortisol, o hormônio do estresse.
Fonte: Revista Saúde, setembro 2014.
 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Muitos impactos

Tão importante quanto lidar com o stress é reconhecer que você é vítima dele. Segundo a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), associação internacional dedicada à pesquisa sobre estresse, os quatro primeiros sinais de que você está estressada são:
  1. A respiração fica curta, rápida e superficial. Para tirar a prova de que está mesmo ofegante, coloque uma mão sobre o peito e outra no umbigo e repare se a que se mexe quando você respira é a do peito.
  2. As extremidades do corpo tornam-se frias e suadas, lembrando que o ideal é as mãos terem a mesma tempratura das bochechas. Faça o teste tocando as maçãs do rosto.
  3. Os músculos ficam mais tensos, e isso pode acontecer com os maxilares, os ombros e o pescoço.
  4. O pensamento tendo a ficar negativo e extremo, do tipo “eu nunca faço nada direito”.
Diante desses sinais, é preciso fazer uma intervenção rápida. “Caso contrário, você pode entrar na segunda e terceira fases do estresse, dos sintomas e da dor”, alerta a psicóloga.
Fonte: Revista Uma, edição 152, 2014.
 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Doença de quem não para

A estafa, doença que estaria afetando o cantor Belo, segundo sua assessoria, está longe de ser uma exclusividade dos artistas. A síndrome de Burnout (como é chamada a estafa ou o esgotamento) afeta 30% dos profissionais brasileiros, segundo dados da International Stress Management Association (Isma-BR).
—É uma doença ocupacional. Surge com a pressão por estar sempre satisfazendo às expectativas — explica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR.
Quando afetado pela doença, o paciente fica privado de energia, explica Ana Maria:
—A pessoa tem exaustão física e mental. Fica alienada, sem conseguir se motivar, com postura muito passiva ou muito agressiva. E, mesmo que tire alguns dias de férias ou folga, é tão densa e profunda a exaustão que ela não descansa. O paciente também se torna ineficiente no trabalho.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Presenteísmo x satisfação no trabalho

Ir todo dia para o trabalho, sentar em frente ao computador e atender às ligações telefônicas não significa, necessariamente, que você está ali.
Incoerência? Não - isso se chama “presenteísmo”, ou seja, estar fisicamente presente no ambiente de trabalho, porém, mental e emocionalmente ausente. Você está ali, mas não consegue produzir como deveria.
Este é um problema que vem ocorrendo atualmente nas empresas e que tem chamado a atenção daqueles que atuam na área de gestão de pessoas. E para quem vive isso, a situação também não é nada agradável... Em geral, são colaboradores tomados pelo desânimo, com níveis de stress alto, e que sofrem consequências físicas e emocionais que podem contaminar, de maneira negativa, toda a equipe.
Pesquisas indicam que o “presenteísmo” causa mais queda de produtividade do que o absenteísmo. E é difícil quantificar o estado físico e emocional de estar “mais ou menos presente”. Sabemos apenas que os problemas decorrentes do stress consomem cerca de 3% do PIB brasileiro, contabilizando afastamentos e tratamentos médicos. O “presenteísmo” está, ainda, entre as causas do burnout, nível devastador de stress que pode levar a depressão e até mesmo ao suicídio. Nesta situação, o colaborador se sente, literalmente, sem saída.
O que fazer diante dessa situação? Seguramente deve haver um movimento de mão dupla, tanto das empresas, quanto dos funcionários. É bom lembrar que nem sempre a infelicidade no trabalho significa que é necessário mudar tudo: o problema pode ser causado pelo excesso de stress, e isso tem solução! As empresas também podem ajudar com programas de qualidade de vida efetivos, que consigam mapear e monitorar o nível de stress e de satisfação de seus colaboradores.
Se você se encontra nesta situação, vale sempre lembrar: trabalho não combina com infelicidade. E uma situação de “presenteísmo” também não se altera de um momento para o outro. As soluções não são mágicas, rápidas e nem simples - elas passam por uma avaliação de você mesmo e do ambiente de trabalho em que você vive. Os resultados, com certeza, são gratificantes para todos, mas principalmente para você!