sábado, 16 de maio de 2015
Revista Cláudia: a mulher e a síndrome de burnout
"Acúmulo de tarefas, cobranças excessivas, perfeccionismo e foco no trabalho como fonte exclusiva de prazer levam ao esgotamento físico e mental. Reconheça os sinais da síndrome de burnout e aja antes de acabar exaurida ou chamuscada."
Assim inicia a reportagem da jornalista Cristina Nabuco, na Revista Cláudia deste mês, chamando a atenção do público feminino para um mal ao qual nenhum profissional está imune -- seja homem ou mulher: a síndrome de burnout. Em entrevista à publicação, Ana Maria Rossi, PhD e presidente da ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil), chama a atenção para a preocupante realidade de nosso país, já que 30% dos trabalhadores apresentam a síndrome.
A importância do tema fez com que ISMA-BR convidasse para vir ao Brasil uma das principais autoridades em burnout no mundo, Michael Leiter, PhD, diretor do Center for Organizational Research and Development e titular da cátedra de pesquisa canadense em saúde e bem-estar ocupacional na Acadia University, onde também é professor de psicologia. Ele abrirá o 15º Congresso de Stress, que será realizado de 23 a 25 de junho, no Centro de Eventos Plaza São Rafael, em Porto Alegre. Fazem parte do evento, ainda, o 7º Encontro Nacional de Qualidade de Vida na Segurança Pública, o 7º Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público e o 3º Encontro Nacional de Responsabilidade Social e Sustentabilidade.
Inscrições e mais informações pelo link http://bit.ly/1DMUceL.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Entenda o que o stress tem a ver com a qualidade da sua relação sexual
Todas as semanas, a Dra. Jaqueline Brendler, ginecologista, sexóloga, presidente do conselho deliberativo da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, vice-presidente da Flasses (Federacion Latinoamericana de Sociedades de Sexologia y Educacion Sexual) e membro da Adviosry Board da WAS (World Association for Sexual Health), recebe em seu consultório, em Porto Alegre, inúmeras pessoas relatando algum problema relacionado à sexualidade. Homens e mulheres, de todas as idades. Em 90% dos casos, segundo ela, a preocupação não é apenas melhorar, dar um upgrade na performance e no prazer na cama, é mais grave: precisam solucionar algo que vem dificultando a libido, alterando a ejaculação ou impedindo o orgasmo. "Sou procurada para concertar o sexo, e consigo isso com sucesso", afirma a Dra. Jaqueline. "Mas se o stress crônico estiver presente no relato do paciente, eu chego a recusar o atendimento. Uma das piores coisas que podem acontecer a alguém com dificuldade sexual é uma situação de stress. A sobrevivência tem prioridade na relação com o sexo. Se há algum problema externo, causador do stress, vamos primeiro resolver esta questão e depois melhorar o sexo."
Na 15º edição do Congresso Internacional de Stress e Qualidade de Vida no Trabalho, que será realizado de 23 a 25 de junho em Porto Alegre, a Dra. Jaqueline Brendler, que também é colunista na sessão Na Cama do caderno Vida de Zero Hora, e responsável pelo site www.terapiadosexo.med.br, participará do "Talk show: stress, saúde e sexo". Para o blog da ISMA_BR, ela antecipa seu ponto de vista sobre a relação stress e sexo:
O stress crônico impede o sexo
O stress é um dos principais impeditivos para o sexo de qualidade porque o foco da pessoa sempre estará naquilo que está lhe causando o stress. E isso é incompatível com o sexo de qualidade, que é um processo puro em que a pessoa precisa estar 100% conectada ao momento, à emoção erótica. Nestes casos, temos um problema muito grande. Eu já recusei pacientes na minha clínica porque era impossível iniciar o tratamento para melhorar a qualidade do sexo. A pessoa estava com a cabeça muito ocupada com os afazeres do dia-a-dia, o que a impediria de dar foco à relação sexual. Na maioria dos casos, a pessoa já tem um problema sexual, e aí vem o stress e piora o quadro. Já tive uma paciente que chegou no consultório se dizendo muito endividada. Eu sugeri a ela que primeiro resolvesse a questão financeira e depois voltasse a buscar ajuda com relação ao sexo. Ele precisa antes lidar com a questão do stress e depois resolver a questão do sexo.
Mulheres, homens e o sexo como relaxamento
Se a pessoa não tem problemas como o sexo, a transa até pode vir a relaxar em situações de stress. Se partirmos de uma situação de problema com o sexo, será muito difícil resolver a questão sexual mantendo a rotina. Para o homem, é mais comum que o sexo seja uma solução de problemas. Ele usa como analgésico, anti-inflamatório, antibiótico... o homem usa o sexo para vários outros fins, inclusive para relaxar. No caso da mulher, é diferente: ela precisa ter o dia positivo para a relação ser agradável. Se a empregada marcou e não veio, se o filho trouxe nota baixa do colégio, ela não vai pensar em transar. O homem vê o sexo como solução de problemas, enquanto a mulher não pode ter tido quase problema algum no seu dia. Isso tudo em situações em que as pessoas não têm problemas com o sexo. Vejamos o contrário: se o homem falhou na cama nas últimas dez vezes, ele vai escolher o dia mais estressante para tentar de novo? Obviamente que não.
Sexualidade em períodos de stress
Minha recomendação para fases de maior stress, é que o casal viva uma relação sexual mais ampla, e não tão genitalizada; e isso é possível. Eu recomendo que não parem de namorar e não se desconectem das situações eróticas. Aquela pessoa que estiver mais envolvida com a situação de stress pode ser ajudada a chegar ao orgasmo. O sexo não necessariamente precisa acontecer com penetração.
As inscrições para o 15º Congresso de Stress e Qualidade de Vida no Trabalho podem ser feitas por este link: http://bit.ly/1DMUceL
terça-feira, 12 de maio de 2015
Vai uma bebida para relaxar? Especialista explica que mal há nisso
Pesquisas recentes conduzidas pela ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil) já confirmaram: a maioria das pessoas que se sentem em níveis altos de stress ingerem maior quantidade de bebida alcoólica como tentativa de relaxar. O que poucos sabem -- ou diminuem a importância da informação que têm -- é que o consumo de bebida alcoólica, de medicamentos e outras drogas pode levar a um caminho sem volta. A dependência química é uma doença que não escolhe faixa etária, nem poder aquisitivo, possui tratamento longo e caro, e não tem cura. Traz graves reflexos para vida pessoal e profissional, além de impactos não menos graves nos círculos familiares.
Na entrevista abaixo, o Dr. Sergio de Paula Ramos, psiquiatra, psicanalista, doutor em medicina e especialista em dependência química, analisa a relação do álcool e medicamentos com o stress, fala dos perigos da substituição de atividades saudáveis pelo uso perigoso de drogas lícitas ou não. Dr. Sergio é um dos palestrantes do 15º Congresso de Stress da ISMA-BR, e participará do "Talk Show: Sociedade anônima ou sociedade humana?" junto de Evangelia Demerouti, presidente do Human Performance Management Group e professora de comportamento organizacional da Eindhoven University of Technology; e de Michael P. Leiter, diretor do Center for Organizational Research and Development e titular da cátedra de pesquisa canadense em saúde e bem-estar ocupacional na Acadia University, onde também é professor de psicologia.
ISMA-BR: Dr. Sérgio, qual é a relação do stress com bebida e outras drogas?
Dr. Sergio de Paula Ramos: As chamadas drogas de abuso têm em comum o fato de alterarem o funcionamento cerebral. Nos primeiros usos, a pessoas sente uma sensação de melhoria. Se é um paciente deprimido, vai se sentir menos deprimido. Se é estressado, vai se sentir mais calmo. Tudo isso dependendo da droga usada. Pessoas mais estressadas, ou que estão em trabalhos mais estressantes, são mais suscetíveis ao consumo de drogas. No caso do alcoolismo, profissões como as dos médicos, vendedores, policiais, bombeiros, coveiros, profissionais que ficam mais no front, são mais propensos a vir a desenvolver uma dependência do álcool, uma vez expostos a ele. Eu considero uma forma complicada de lidar com o stress fazer uso de álcool, calmantes e outras drogas. Geralmente, essas pessoas começam a usar, vão usando, vão se aliviando e, quando abrem os olhos, já estão dependentes.
ISMA-BR: Quais os fatores de risco para alguém desenvolver uma dependência?
Dr. Sergio: Vai depender do tipo de droga, da genética do usuário, da existência ou não de outra doença psiquiátrica; todos esses são fatores de vulnerabilidade, fraquezas em cima das quais as drogas tomam conta. Existem muitas atividades saudáveis para administrar o stress: a prática de atividades físicas, de esportes, de algum lazer, a manutenção de vínculos familiares e sociais, de um hobby. Mas se, em vez de tudo isso, o indivíduo, para relaxar, precisa beber porque teve um dia muito agitado, precisa de seu whisky quando chega em casa, esta pessoa está se utilizando de maneiras patológicas de lidar com o stress.
ISMA-BR: Quais os impactos da bebida e outras drogas neste caso?
Dr. Sergio: Na medida em que estas drogas vão entrando na vida de alguém, as repercussões vão aparecendo. Alguns terão reflexos num nivel físico, vão ter problemas clínicos. Outros, na convivência familiar e social e outros, ainda, no exercício profissional. O que acontece é que na maioria dos casos de dependência, o dependente não se julga ser um. Na ótica destas pessoas, elas não precisam nem parar nem diminuir o consumo. Aí os problemas vão aumentando e quem está próximo vai sentindo os efeitos desta doença, e transformando-se nas vítimas. E como a família é sempre quem está mais próxima, a esposa e os filhos, ou seja o familiar que for, sentirão as consequências mesmo antes de o paciente aceitá-las.
ISMA-BR: E o conteúdo publicitário não é um vilão nestes aspectos?
Dr. Sergio: Como no Brasil nós deixamos que os próprios produtores de bebida alcoólica regessem o código de publicidade, nós pedimos que a raposa tomasse conta do galinheiro. A propaganda da indústria do álcool no Brasil talvez seja a mais perversa do mundo porque, sistematicamente, associa o álcool ao consumo precoce, ao divertimento, ao sucesso com o sexo oposto. Tudo o que o álcool não faz. Shakespeare já dizia: "o álcool desperta o espírito, pena que adormece o corpo". Álcool traz impotência sexual e acidente de trânsito, e a propaganda vai exatamente no sentido inverso.
sábado, 9 de maio de 2015
Como a meditação ajuda a administrar o stress
Observe uma criança. Embora aparentemente ela não tenha nada para lhe ensinar, há uma competência inata naquele pequeno ser: a capacidade de fixar sua atenção no momento presente. Com exceção dos primeiros anos de vida, passamos o resto de nossa vida resistindo às tentações de antecipar o futuro ou remoer o passado. A meditação, entretanto, é uma das formas de conservar nossa mente no aqui e agora, como defende na entrevista a seguir Otavio Fattori, administrador de empresas, instrutor e facilitador de workshops de meditação e bem-estar, idealizador do site opoderdoagora.com.br, cofundador da rede de portais de qualidade de vida nossobemestar.com.
ISMA-BR: Por que a meditação é uma forma de driblar o stress?
Otavio Fattori: Existem uma centena de pesquisas que explicam os benefícios da meditação. Assim como o preparador físico defende a importância do alongamento, a meditação é recomendada para nossa rotina intelectual. Estamos sempre numa atividade mental muito intensa. É uma forma de contrapor esta intelectualidade que a sociedade moderna exige.
ISMA-BR: A meditação é mais importante hoje do que já foi no passado?
Otavio Fattori: Exige uma necessidade cada vez maior devido ao crescimento das cidades e o stress que a vida moderna vem nos impondo. Ao mesmo tempo, ainda há muita resistência. Quanto mais eu estiver preso na mente, mais eu fico retroalimentando esse processo. A meditação é uma libertação. Ela ainda está associada a uma religião e isso enfrenta preconceitos.
ISMA-BR: O senhor prega a simplicidade na forma de meditar.
Otavio Fattori: Todas as tradições pregam técnicas para ajudar as pessoas a alcançarem os estados meditativos. Mas a técnica não é a meditação, é o veículo e não o objetivo. Muitas vezes as pessoas ficam presas à técnica como se ela fosse o único caminho. A minha abordagem é de dizer que as técnicas são úteis, e são adaptadas ao gosto e perfil de cada pessoa, mas as técnicas não são fundamentais. Uma criança vive em estado de meditação, vivendo cada momento plenamente. Cada um de nós já viveu um estado meditativo, às vezes sem saber.
No 15º Congresso de Stress e Qualidade de Vida no Trabalho, Otavio Fattori participará da mesa-redonda "Driblando o Stress", com a palestra "A meditação sem técnica", e do "Workshop 4 - AquiAgora: o poder do momento presente".
Inscrições para o Congresso de Stress podem ser feitas pelo link http://bit.ly/1DMUceL.
No vídeo abaixo, Otavio dá mais detalhes de sua Meditação Sem Técnica.
No vídeo abaixo, Otavio dá mais detalhes de sua Meditação Sem Técnica.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Arquitetura e stress: 8 fundamentos para harmonizar os espaços de trabalho
Houve um tempo em que um escritório, uma fábrica ou outro espaço de trabalho limitava-se a oferecer algum tipo de conforto, de segurança e de recursos para o cumprimento pleno das atividades profissionais. A valorização da arquitetura e do paisagismo, no entanto, trouxe aos ambientes das empresas grandes contribuições no sentido de reduzir o stress e aumentar significativamente a produtividade, a criatividade e o bem-estar das equipes. A seguir, Maria Regina Mattos, arquiteta, mestre em arquitetura de paisagem pela PUCRS e professora de projeto da FAU-PUCRS, lista oito fundamentos para usar a arquitetura a favor da qualidade de vida no trabalho.
A arquiteta Maria Regina Mattos é diretora do escritório Mattos Paradeda Arquitetura Paisagística, com 40 anos de experiência em projetos e faz parte do corpo docente do 11º Curso de Gerenciamento do Stress, que será realizado no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, nos dias 21 e 22 de junho. Inscrições pelo link http://bit.ly/1GLa960.
1- Traga a natureza para a empresa
Claro que na área de produção de uma fábrica, especialmente de alimentos, não posso incluir plantas. Mas sempre a recepção ou o escritório pode ter a natureza inserida. E quando realmente não é possível, então que eu tenha uma abertura para enxergar espaços onde a natureza está presente.
2- Para cada tipo de atividade, um ambiente
Dependendo da atividade, devo incluir elementos que despertem nos profissionais aquilo que eles precisam para serem mais produtivos. Pinturas, que me lembrem o lúdico, favorecerão empresas criativas. Escritórios bem organizados são fundamentais para atividades ligadas à exatidão e ao controle.
3- Atenção para o conforto térmico e acústico
Não precisa ter ar-condicionado obrigatoriamente, o que até contribui para a sustentabilidade energética, mas todo espaço de trabalho precisa investir em boa ventilação. Se tiver muito sol no local, por exemplo, é importante criar elementos que bloqueiem a luminosidade e o calor excessivos. A boa acústica também precisa ser respeitada. Muitas vezes em um restaurante tu nem consegues comer por causa do barulho; como trabalhar sem o silêncio necessário?
4- Menos é mais
Além de não causar desconforto e até lesões, o ambiente não pode ter excesso de elementos que acabe atrapalhando a circulação das pessoas.
5- Cuidado com as cores
Se eu trabalho com computador, tenho que ter cores suaves atrás da tela, por exemplo. Se minha atividade é mais ligada à criatividade, a cor pode ser mais quente, para manter a pessoa excitada e em movimento. Para qualquer trabalho, cores neutras facilitarão o sempre bem-vindo relaxamento.
6- Espaço de relacionamento e atividade física
Se o tipo de serviço permite, os escritórios devem ser abertos e fáceis de serem alterados, para transmitir sensação de dinamismo. Já escritórios onde a concentração é prioritária, reservar ou construir algum lugar para integração das pessoas é superimportante. Dentro de um modelo ideal de arquitetura para obtermos mais qualidade de vida no trabalho, um espaço específico para ginástica laboral ou outra atividade física leve é recomendável.
7- Sinalização e acessibilidade
É importante sinalizar a localização dos espaços, informar que tipo de atividade se executa em cada local e investir em acessibilidade universal.
8- Profissional competente
Antigamente, em nossa casa e nas empresas, o que importava era levantar paredes, comprar móveis e eletrodomésticos, e decorar conforme o gosto de cada um. A contratação de um profissional competente para a melhor ocupação dos espaços e a harmonia entre a construção, o mobiliário e as pessoas é básico, tanto para quem está construindo o próprio lar, como para empresas que buscam profissionais mais felizes e competentes.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Por um ambiente de trabalho mais verde
Mais do que apenas uma percepção, a inclusão de elementos da natureza no ambiente de trabalho já beneficia comprovadamente a saúde mental dos profissionais e diminui os riscos de esgotamento por stress e seus sintomas associados.
Alinhado a esta realidade, a 11º edição do Curso de Gerenciamento do Stress abordará a temática por meio da participação da arquiteta Maria Regina de Mattos, mestre em arquitetura de paisagem pela PUC-RS, professora de projeto da FAU-PUC-RS e diretora do escritório Mattos Paradeda Arquitetura Paisagística, com 40 anos de experiência em projetos.
Há poucos dias, em artigo intitulado "Verde para combater depressão e ansiedade", do blog Pensar Psi, do portal Estadão, a jornalista, psicanalista e psicóloga clínica, Gláucia Leal, trouxe mais dados a respeito do assunto. Ela reafirma que muitos estudos já vêm comprovando que "o contato com a natureza pode ser terapêutico – e num nível bastante profundo." Segundo ela ainda, "muitos pesquisadores afirmam, sem receio, que a proximidade com áreas verdes e praia de fato ajuda a reduzir sintomas de ansiedade e a depressão, melhora a capacidade de concentração e atenção."
Leia o artigo na íntegra por meio do link http://bit.ly/1FNAN1O
Inscrições para o 11º do Curso de Gerenciamento do Stress: http://bit.ly/1GLa960
Inscrições para o 15º Congresso de Stress e Qualidade de Vida no Trabalho: http://bit.ly/1DMUceL
Alinhado a esta realidade, a 11º edição do Curso de Gerenciamento do Stress abordará a temática por meio da participação da arquiteta Maria Regina de Mattos, mestre em arquitetura de paisagem pela PUC-RS, professora de projeto da FAU-PUC-RS e diretora do escritório Mattos Paradeda Arquitetura Paisagística, com 40 anos de experiência em projetos.
Há poucos dias, em artigo intitulado "Verde para combater depressão e ansiedade", do blog Pensar Psi, do portal Estadão, a jornalista, psicanalista e psicóloga clínica, Gláucia Leal, trouxe mais dados a respeito do assunto. Ela reafirma que muitos estudos já vêm comprovando que "o contato com a natureza pode ser terapêutico – e num nível bastante profundo." Segundo ela ainda, "muitos pesquisadores afirmam, sem receio, que a proximidade com áreas verdes e praia de fato ajuda a reduzir sintomas de ansiedade e a depressão, melhora a capacidade de concentração e atenção."
Leia o artigo na íntegra por meio do link http://bit.ly/1FNAN1O
Inscrições para o 11º do Curso de Gerenciamento do Stress: http://bit.ly/1GLa960
Inscrições para o 15º Congresso de Stress e Qualidade de Vida no Trabalho: http://bit.ly/1DMUceL
sábado, 2 de maio de 2015
4 perguntas para José Vieira Leite, pós-doutor em Ciências Humanas e coordenador do 7º Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público:
ISMA-BR: Quais as causas do stress dentro do contexto de trabalho do servidor público?
Dr. José Vieira Leite: O modelo de qualidade de vida no trabalho no qual nos baseamos possui três grandes eixos. Um deles é as condições de trabalho, e por elas entende-se uma questão bem material, como iluminação, mobiliário e todos os demais aspectos que influenciam no ambiente de trabalho. A segunda dimensão é a organização do trabalho, que são as normas formais e informais vigentes. Se é mais normatizado ou menos normatizado, se possui horários fixos, pausas determinadas etc. O terceiro eixo diz respeito às relações sociais de trabalho entre chefiados e chefias, as relações de poder, os tipos de lideranças, as possibilidades de ser mais ou menos criativo ou produtivo.
Os três eixos podem ser geradores de stress, e podem, por consequência, prejudicar muito a condição de trabalho do servidor público.
ISMA-BR: Estamos enfrentando novas dificuldades do ano passado para cá?
Dr. José Vieira Leite: Este tema tem um contexto muito dinâmico, mas é possível afirmar que estamos vivendo um agravamento da qualidade de vida do serviço público. A crise econômico-financeira pela qual o país está passando nos impacta muito, começando pela disponibilidade dos recursos materiais, os salários que não acompanham a inflação, os programas que são reduzidos etc. No fim das contas, a prestação dos serviços e a qualidade da vida profissional pioram muito com menos recursos.
ISMA-BR: Só a estabilidade não garante melhor qualidade de vida do servidor público?
Dr. José Vieira Leite: A estabilidade é um aspecto importante, mas não é tudo. É algo já conquistado, e o ser humano sempre quer se beneficiar de novas conquistas. Começando por aí, temos muitos elementos estressantes nas condições de trabalho do servidor público hoje no Brasil. O fator gratificação ou reconhecimento, por exemplo, é muito significativo para o trabalhador. E hoje em dia temos o contrário: a reclamação da população que recebe um serviço precarizado afeta fundamentalmente a qualidade de vida no trabalho de quem oferece um serviço precário. E no curto prazo, posso afirmar que teremos um agravamento da qualidade de vida do servidor e dos serviços prestados no Brasil.
ISMA-BR: Que expectativas podemos ter com o 15º Congresso de Stress e o 7º Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público?
Dr. José Vieira Leite: A abertura do Encontro será exatamente sobre este cenário político e econômico que estamos vivendo no país e suas perspectivas. Toda a programação será um espaço para um debate aberto, amplo e profundo sobre as questões do serviço público e sobre quem nele trabalha. Uma oportunidade para ouvir e falar, para construção de conhecimento coletivo. Se olhamos para os palestrantes, vemos pessoas altamente qualificadas, que trarão a vanguarda dos estudos na área de qualidade de vida no serviço público.
O aspecto mais importante em termos de expectativa, ao meu ver, ficará por conta da associação que vamos procurar fazer entre coisas muito concretas da vida do servidor -- como o exercício do trabalho criativo, o assédio moral e sexual -- com a teoria, o campo das ideias. Eu acredito que não adianta só apresentarmos cases e mais cases. Eles são importantes. Mas é preciso olhá-los a partir da teoria para que possamos avançar. Precisamos trilhar o caminho da teoria à prática para não ficarmos presos ao redemoinho da realidade.
Inscrições para o 7º Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público:: http://bit.ly/1DMUceL
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